Aldilonda
O COLECTIVO DE ARQUITECTOS DA DIETMAR FEICHTINGER REALIZOU O PASSEIO MARÍTIMO ALDILONDA À VOLTA DA CIDADELA DE BASTIA, NA CÓRSEGA, FRANÇA.  

Obra concluída no final de Dezembro de 2020, o passeio marítimo Aldilonda, com cerca de 450 metros de comprimento por 3 metros de largura, é uma estrutura em betão com os seus elementos pré-fabricados fixos à escarpa rochosa.

Texto: Tiago Krusse

Imagens: Cortesia da Dietmar Feichtinger Architectes. Fotografia de David Boureau

Em Bastia, na Córsega, França, a equipa de arquitectos da Dietmar Feichtinger liderou e coordenou, com um parceiro local, o arquitecto Buzzo Spinelli, a In Situ – paisagem e urbanismo – e SBP Bet, uma empresa de engenharia, a construção deste passeio marítimo, nomeado Aldilonda. A obra, encomendada pela câmara municipal de Bastia, e vencedora de concurso público, começou a ser planeada no final de 2017, tendo sido efectuadas análises a regulamentos e a regras relativas a impactos ambientais. Juntou-se ainda a avaliação de técnicas de construção na orla marítima bem como cálculos relacionados com as dinâmicas do mar, parcerias com duas firmas a GO VRD e a SAS Antoniotti + NGE Fondations.


A construção iniciou-se em Fevereiro de 2019 e a sua conclusão deu-se a 23 de Dezembro de 2020. Os custos com a construção ficaram de perto dos 10 milhões de euros e de 309 mil euros de trabalhos complementares.

O passeio marítimo Aldilonda tem 450 metros de comprimento e uma largura de 3 metros


Fixa na escarpa rochosa, Aldilonda segue a orla costeira, serpenteando a cidadela e a 5 metros acima do nível do mar. As rochas em torno da cidadela eram apenas acessíveis em algumas áreas. Abriu-se um percurso seguro e proporcionou-se as boas vistas junto do mar. A grelha, em aço Corten, cuja o avermelhado complementa com as tonalidades da rocha ou contrasta com o betão. O perfil da grelha permite uma agradável transparência, fornecendo a desejada segurança e oferecendo uma experiência sensorial mais rica.


A plataforma está exposta à ondulação. Quando as ondas estão mais altas a água atravessa a grelha de aço, reduzindo assim o impacto da ondulação. Os necessários testes hidráulicos serviram para determinar a força do impacto da ondulação, numa simulação de 14 toneladas por metro quadrado. Foi dado um cuidado especial à forma de assegurar a durabilidade dos materiais. Em áreas mais expostas, houve um reforço de densidade numa ordem de 400 quilogramas por metro quadrado.

Existiu um trabalho acrobático dos trabalhadores, que foram suspensos desde a plataforma do forte para instalar os alicerces. Foram desenhadas brocas perfuradoras para colocar barras de tensão com 25 metros de comprimento. A construção integrou-se nas rochas de forma harmoniosa, preservando e valorizando a beleza natureza do local.