A paixão de comunicar visualmente
Entrevista a Frederico Soares da Cunha, designer e ilustrador, que nos fala da sua paixão pelas artes visuais e de um percurso cheio de realizações. Deixa-nos também as suas reflexões críticas sobre a qualidade do design gráfico que se faz no momento, sobre a perda de identidade, o descontrolo da profissão e o carácter insubstituível dos bons perante as novas ferramentas. No fim, fala-nos um pouco desse seu amor maior pela banda desenhada.
Entrevista de Tiago Krusse
Fotografia e imagens: Cortesia de Frederico Soares da Cunha
O que mantém viva a tua paixão pelas artes visuais e como é possível alimentá-la?
A minha paixão pelas artes visuais nasceu certamente da banda desenhada que devorava desde cedo e de que era ávido coleccionador.
Sempre tive a necessidade de comunicar visualmente o que se passava ao meu redor ou a opinião que tinha sobre determinados assuntos.
É uma paixão que se alimenta no dia a dia. Um pequeno bloco e uma lapiseira sempre comigo para ir tomando notas em forma de sketch do que se passa ao meu redor ou ir dando forma a ideias que acho interessantes para usar num projecto futuro. Ir repescar um filme de ficção científica ou de fantasia que me tinha escapado durante a infância ou juventude. Procurar obra de novos artistas plásticos através de exposições itinerantes, não só em museus mas também aquelas pequenas mostras em espaços culturais. Consultar alguns livros, de preferência na Bertrand, mas também na FNAC e claro, ler e reler livros ou revistas de banda desenhada não só de origem europeia mas também americana.
O teu percurso académico no Instituto de Artes Visuais e Marketing, antigo IADE, foi importante em que aspetos da tua realização pessoal?
O IADE foi uma grande escola, não só pela técnica que adquiri, mas pelo incentivo para desenvolver respostas novas a problemas antigos. Tecnicamente estava mais focada para preparar profissionais para o mercado de trabalho, era originariamente um instituto politécnico. Eu fui pioneiro na licenciatura que só apareceu no decorrer da frequência no curso. O Departamento de Integração Profissional, DIP, era parte integrante e muito importante não apenas para dar apoio a alunos, mas também a ex-alunos. Foi através do DIP que fiz o meu estágio, que não era mandatário, mas de facto abriu-me a porta para novas possibilidades e me fez abraçar ainda mais as novas tecnologias. No entanto, também tive contacto com os processos mais antigos para trabalhar na área. Foi um semestre muito cheio, mas consegui conciliar com as aulas e onde tive contacto com alguns excelentes profissionais com quem viria a trabalhar mais tarde. Fui bem recebido, o ambiente era excelente e fui muito bem orientado. Foi onde aprendi de facto a trabalhar numa equipa, onde a partilha de informação e conhecimento era francamente incentivada.
Onde é que sentiste que o teu percurso profissional estava de facto em andamento?
Houve um hiato em que trabalhei para empresas mais pequenas, umas mais temporariamente, outras de forma mais permanente. Apliquei o que sabia e também aprendi mais qualquer coisa. Durante um período dediquei-me um pouco mais à ilustração para brindes destinados ao público universitário, mas a partir de um determinado momento achei que era altura de procurar algo mais concreto e mais dentro do que tinha imaginado para mim. Foi quando entrei em contacto com o DIP, agora como ex-aluno do IADE e por sorte fui parar à FCB -Edson, FCB na altura-, onde deparei com um ambiente de trabalho que me era familiar. O Edson Athayde tinha reunido alguns dos profissionais com quem tinha trabalhado ao longo do seu percurso, alguns dos quais eu já conhecia do estágio para criar uma nova equipa. O espírito foi o mesmo que tive durante o meu estágio na Young & Rubicam e foi onde realmente a minha carreira se impulsionou. Boa camaradagem, conhecimento partilhado e muito incentivo à formação e melhoramento profissional. Foi um sítio onde fiz amigos para a vida e do qual guardo muito boas lembranças.

Que trabalhos, desses primeiros passos, guardas como essenciais na estruturação da tua voz enquanto autor?
Da quantidade de trabalho que me passou pelas mãos nessa altura, há três ou quatro projetos que foram stepping stones e do qual saíram bons frutos no meu desenvolvimento profissional. Um convite personalizado para clientes premium da PT, onde pude fazer uma peça mais longe da norma e onde a informação era passada de forma menos imediata, os Catálogos de Prémios da Cepsa e o de Apresentação dos Produtos do Ano da PT, em que tive de aliar criatividade à técnica para que fossem aprovados em tempo útil. As colecções de Cartões Telefónicos temáticos da PT e uma pequena campanha de Natal do Boticário, onde tive bastante liberdade criativa, apesar de serem projectos com menos projecção a nível profissional e uma campanha para o Centro Comercial Oeiras Parque, “Os Piratinhas da Linha”, onde para além de ter de fazer as peças gráficas também ilustrei, que foi um pequeno rebuçado nessa altura, pois adoro ilustrar.
Quando decides frequentar a Ar.Co, para aprenderes e desenvolveres competências na arte da ilustração e da banda desenhada, percebeste que tinhas uma necessidade de aprender mais dentro do teu universo criativo ou foi por outras razões?
Na altura em que me inscrevi na Ar.Co, tinha acabado de ser promovido a Ilustrador no departamento de design da Euro RSCG MRT, agora HAVAS, por ter feito furor com o cliente Santa Casa da Misericórdia, com uma colecção de cartoons que ilustravam os temas que eles pretendiam para a nova linha da Lotaria Popular. Na Euro o horário era de sol a sol e o incentivo à formação e melhoramento profissional não fazia parte da sua política de gestão, pelo que o fiz do meu bolso e no meu tempo. Era em pós-laboral, os professores eram ilustradores bem conhecidos no mercado e eu achei na altura que seria um bom modo de me testar como ilustrador. Apenas frequentei o primeiro semestre por me ter apercebido que estava perfeitamente apto e que não necessitava de ter alguém a obrigar-me a praticar com exercícios livres e que o podia fazer de forma autónoma, menos dispendiosa e com uma carga horária menor, dado que estava a trabalhar numa agência que requeria muita disponibilidade.
De que forma olhas para as inovações tecnológicas enquanto ferramentas de trabalho? O que trazem elas de positivo e de negativo?
Comecei no IADE antes da informática ter ficado para sempre aliada à área das artes gráficas. Iniciei-me lá, mas cingia-se a uma cadeira prática apenas. Foi a partir do terceiro ano que investi num Macintosh, com alguma potência, e comecei a executar as minhas tarefas práticas através de meios digitais mas nunca deixando que o hardware ou o software me limitassem ou influenciassem na minha criatividade. Durante o estágio na Young & Rubicam cimentei bastante o meu conhecimento de hardware e software. Passou a ser parte integrante do meu processo, libertou-me bastante tempo para outras tarefas mais lúdicas. Creio que o design e a ilustração vieram beneficiar bastante na prática a qualidade de vida dos profissionais em áreas criativas, não só no design e ilustração digitais como na indústria cinematográfica e no panorama musical também. Pode fazer-se mais em menos tempo, podem executar-se projectos de uma forma mais precisa e também facilita a sua saída para reprodução em mais larga escala. No aspecto mais artístico, a ilustração digital, usando uma Pen Tablet da Wacom, a mão continua livre na sua expressão, apenas tenho menos manchas de ecoline ou de tinta da China, que demoravam um ano e um dia para sair!
A parte negativa da introdução destas novas ferramentas não partiu do uso das ferramentas em si, parte mais do aspecto de gestão das entidades empregadoras que se esquecem frequentemente que as máquinas sozinhas não fazem absolutamente nada sem um operador formado na área adequada para o seu uso. O hardware e software não trabalham sozinhos, precisam de quem introduza os dados da forma adequada à sua função.

Como avalias a qualidade do design gráfico produzido nestes últimos anos?
Até 2007, a qualidade foi melhorando, os ambientes de trabalho eram bastante informais, incitavam à criatividade, havia desafios à altura de bons profissionais e existia uma competição saudável entre pares, o que contribuía para evolução da profissão. A partir daí, e aí sim tenho agora dizer sobre o estado da educação, a multiplicação de entidades de ensino privado vocacionadas para a área começou a ser em progressão geométrica. Não houve nenhum tipo de regulamentação, como numerus clausus, para que a oferta de profissionais da área não excedesse a procura dos mesmos pelas entidades empregadoras. Criou-se então uma classe de mão-de-obra gratuita: os estagiários. O estágio até então servia para adicionar qualidade de trabalho ao profissional e havia sempre a vertente de ensino em ambiente de trabalho. O estágio passou a ser apenas um lugar para escravatura de profissionais jovens, pouco preparados, e deixaram de ter qualquer tipo de orientação por profissionais mais experientes a prepará-los para os desafios seguintes.
Aqui sim, começou a decair a qualidade do trabalho que era produzido, mas passado uns poucos de anos e com o esforço e vontade dos próprios novos profissionais a qualidade tem vindo a aumentar progressivamente. O design voltou a ser uma profissão bastante procurada pelas entidades empregadoras, agora com o enfoque maior pelos meios digitais.
Sente-se cada vez mais uma incapacidade de se pensar nas coisas de forma séria e isso interfere no processo criativo. Vemos um sem-fim de trabalhos sem qualquer ponta de inspiração e coerência, mas que gozam, os seus autores, de estatuto adquirido. A sociedade tem de facto sensibilidade para perceber a qualidade e a seriedade dos assuntos?
O factor “Gosto/Não Gosto” da parte do cliente sempre foi, infelizmente, algo que cortava as pernas a excelentes projectos que iriam atingir os objectivos de que o próprio cliente necessitava, gostasse ou não. O cliente não é o público-alvo, mas esquece-se disso com frequência e infelizmente neste nosso rectângulozinho esse tipo de comportamento é até premiado. Alguma falta de inspiração e coerência da parte dos profissionais de uma área mais visual pode advir daí. A parte do estatuto adquirido, alguns profissionais agradando a pessoas chave na sociedade são objecto de um fenómeno de massificação em que os recipientes da mensagem estão completamente alienados e deixaram de ter opinião própria, seguindo apenas a opinião e o gosto dos chamados influencers, alguns identificados como tal, outros de forma mais discreta, mas que os orientam para que opinião devem ou não ter sobre determinados assuntos, o que incluí o nosso trabalho que é expresso de forma visual. Nesta massificação, a sociedade perdeu completamente a sua identidade e não tem qualquer espírito crítico que lhe permita diferenciar entre um bom e um mau resultado de um trabalho de nenhuma área em específico. Há focos consoante o que aceitam como uma opinião absoluta, mas não provém do próprio.

Não vem a “inteligência” artificial promover ainda mais a banalidade e a descaracterização?
Penso que a introdução da inteligência artificial não vem mudar em nada o mercado de trabalho por si própria. É código, evolui, mas apenas aprende com o profissional que introduz os dados, pelo que requer um profissional adequado ao trabalho final pretendido. Pode ser libertadora criativamente por permitir a quem visualiza materializar o que pretende de forma mais imediata, mas continua a requerer que a execução final seja feita de forma mais tradicional, o que necessariamente vai trazer alterações de ordem criativa, ou seja, é algo em bruto para ser desenvolvido a partir dali. Penso que pode vir a ser uma boa ferramenta de trabalho se fôr bem utilizada. A Adobe criou alguma pressão nos profissionais ao integrá-la no upgrade do seu software para 2024, a Microsoft também e neste caso até a democratizou. Mas como qualquer software é completamente cego, surdo e mudo e depende de quem introduza os dados. Cabe ao utilizador dar-lhe boa direção.
Os resultados negativos da parte do mercado de trabalho são temporários com toda a certeza, pois vão obrigatoriamente ter de chegar à conclusão de que hardware e software não substituem bons profissionais.
Quais são as maiores dores de cabeça que um designer gráfico sente nos dias de hoje?
Os prazos irreais, sempre o foram, mas agravou-se e o ritmo a que hardware e software se tornam obsoletos, o que vai acrescendo custos a projectos que já de si têm sempre um budget inferior ao que seria o ideal.
És da opinião que o designer deve ter um papel político na sensibilização das sociedades para as injustiças que as afectam?
Acho que uma Ordem dos Designers tem de ser implementada para controlar um mercado completamente descontrolado. Com a extinção do Centro Português de Design esse projecto foi-se esvaindo e caindo no esquecimento. Penso que temos de ter voz mais ativa na sensibilização da sociedade que está cada vez mais dependente do nosso trabalho, mesmo sem se aperceber.

Também és um apaixonado por banda desenhada? Quais são os autores cujo trabalho mais te fascina?
Sim, sou. Como já mencionei, é a minha origem como comunicador visual. Tenho vários autores de referência, mas sem dúvida que Jack Kirby se destaca. Na sua simplicidade, foi um visionário. Consegue estar presente em muitos filmes de culto de ficção científica, ao ponto der ser uma constante em qualquer filme dos franchisings, tanto da Marvel como da D.C., aí de forma mais evidente.
Também tenho de referir Will Eisner. Sempre me fascinou a facilidade com que brincava de forma quase cinematográfica nos seus clássicos, sempre com um olho fantástico para o detalhe. Acho que em alguns trabalhos, em que me é permitido soltar mais a mão, a sua influência se nota.
O João Paulo Cotrim foi um poço de sonhos e de concretizações para uma imensa minoria de autores. A excelência do indivíduo deveria ter puxado pelo colectivo. Por que há um vazio cada vez maior de realizações na vossa área quando deveria ser o contrário?
No caso particular do João Paulo Cotrim, ele fez o que pôde. Ajudou a lançar alguns autores actuais que de outra forma não teriam sido levados a sério e permitiu-lhes desenvolverem o seu trabalho de uma forma que superou qualquer expectativa, inspirando outros tantos. Também foi essencial para que a banda desenhada fosse levada a sério como um meio de expressão artística e trouxe ao olho do público português alguns autores internacionais que não eram mainstrean e que de outra forma nunca teriam sido introduzidos no nosso panorama. Penso que isso terá sido contributo suficiente da parte dele.
Sobre o “vazio” que se sente de autores mais jovens, teremos alguns com muita qualidade, mas se calhar não muito visíveis dentro do País. Publicam no mercado externo, talvez mais no norte-americano. Há poucos incentivos para publicações nacionais, havendo, no entanto, algumas esporádicas pertencendo à família dos “Zines”, que continuam a fazer algum trabalho de divulgação de novos autores. A B.D. da Amadora e mais recentemente a Comic-Con (versão portuguesa), continuam a divulgar os autores nacionais, mas cada vez o grupo de visitantes é mais restrito. O grande público da banda desenhada continua a ser o mesmo dos anos 80, pois ela não é muito apelativa às gerações mais novas que não têm a leitura como hábito e que preferem versões cinematográficas ou jogos que daí provieram.

Sentes-te marginalizado?
De todo. Mantenho uma excelente relação com pessoas da profissão que gosto e se tornaram quase família. Alguns deles são autores de grandes projectos e que me fazem feliz por de alguma forma ter feito parte da sua vida e se manterem em contacto. A parte que me ligava ao universo da publicidade esmoreceu um pouco, é verdade, mas penso que passei a ser mais feliz quando passei a levar a ilustração mais a sério e não como um side project. Tenho investido mais na minha educação como profissional e tenho ainda um grande caminho de novas técnicas a descobrir.
O que queres realizar nos próximos tempos?
Gostaria de voltar a ilustrar artigos de fundo, principalmente para jornal. A minha família tem raízes no Diário de Notícias e de ter a oportunidade, mesmo que temporariamente, de fazer parte desse legado deixou-me bastante feliz.
Gostaria bastante também de ter finalmente tempo para retornar com mais força a um projecto ligado à banda desenhada, que é no fundo a minha origem.
P.S. :
– um aparte, o sketch no meu retrato é a base de lápis que usei numa Ilustração do QI, ilustrava um troço do livro “The Signal and the Noise”, de Nate Silver, e foi publicada a 23 de Fevereiro de 2013.

Frederico Soares da Cunha
Licenciado pelo IADE – Instituto de Artes Visuais e Marketing, em 1995, com estágio na Young & Rubicam durante o primeiro semestre do último ano do curso, sob a direcção de Edson Athayde.
Trabalhou em Design Visual na FCB, também sob a direção de Edson Athayde e Luís Silva Dias onde trabalhou marcas como a PT, TMN, O Boticário, Compaq, Barclays, Totta & Açores.
Posteriormente juntou-se às fileiras da Euro RSCG onde trabalhou marcas como a Sagres, PT e fez parte da Task Force do Euro 2004. Logo após deu início à Lotaria Popular Ilustrada com Cartoons para a Santa Casa da Misericórdia, sob a direção de Hélder Pombinho.
Esteve, de forma temporária, na antiga Jasfarma onde fez layouts para Publicações e, simultaneamente, começou a ter uma actividade grande de trabalhos de freelance para pequenas agências de comunicação. Mais tarde foi para a Publiteno, uma pequena agência de comunicação, com o foco em algumas marcas da indústria farmacêutica, na qual geriu uma pequena equipa durante algum tempo.
Em 2004, faz um semestre na Ar.Co em Ilustração e Banda Desenhada em horário pós- laboral. Um curso para praticar e melhorar as suas técnicas em Ilustração, tanto analógicas como digitais. Deixou a frequência porque não havia qualquer grau no curso e apesar do conhecimento adquirido, útil para a sua experiência profissional, questões ligadas a horários tornar-se-iam incompatíveis com a sua vida de trabalho na altura.
Em 2009 trabalhou brevemente em banda desenhada num Web Comic que infelizmente já não existe.
No lançamento do Samsung Galaxy Note dedica-se a fazer caricatura ao vivo durante todo o tempo que a campanha durou, entre Fevereiro de 2011 e Dezembro de 2013.
Durante esse período ilustrou capas e páginas duplas para artigos da revista Briefing, Diário de Notícias e outras publicações. A agência de talentos com a qual colaborou viria a falir.
Com a experiência adquirida na campanha de lançamento do Samsung Galaxy Note, dedica-se a fazer caricatura ao vivo em eventos particulares e comerciais até à altura que deflagra a pandemia e toda a indústria de eventos paralisa e não retoma com a mesma força.
Inscreve-se no Instituto de Emprego e Formação Profissional. Tem a oportunidade de fazer uma valorização de conhecimentos teóricos e práticos através do Curso de Técnico de Design de Comunicação Gráfica, no Centro de Formação de Alcoitão, do IEFP. Isso proporciona-lhe complementar e actualizar a educação como profissional na área do design. O curso, bastante completo, foi-lhe extremamente benéfico tanto a nível profissional como pessoal. foi um refrescar na maneira de trabalhar e deu-lhe a oportunidade de explorar outras vertentes, umas mais práticas, outras teóricas que as complementam. Actualiza-se para as novas tendências e formas mais eficazes de comunicar visualmente no mercado de trabalho actual.




